
Aniversário daqui a 1 semana. Mais um aninho nos couros. Se somados todos, desde 1984, totalizam 28. Estou com (quase) vinte e oito anos, uma idade que, quando eu era pequena, me parecia a coisa mais longínqua do mundo. Se já era inalcançável fazer 15 anos, imagina fazer 28.
Nos meus ingênuos planos infantis, com essa idade eu estaria casada, com uns 2 filhos, ganhando uma boa grana, já teria viajado um monte e, claro, teria ido a Paris. De tudo isso, acertei no estar casada e ter ido a Paris. De resto, não tenho filhos (nem pretendo pra já) e a boa grana com a qual eu sonhava, ainda não deu as caras, nem pra dizer “olá”.
Quando mais nova, nunca pensei em trabalhar com Publicidade, coisa que eu nem bem sabia o que era, embora já adorasse propagandas. Eu sempre quis ser jornalista. Na verdade, eu gostava mesmo era de escrever e de ganhar concursos de redação na minha escola. Ah! E gostava de falar. Falava, falava, falava. Ai, como eu falava. E contava histórias. E sentia uma ânsia imensa em me comunicar. Mas ainda preferia escrever. Sempre gostei mais de escrever. Acho que daí, o sonho de ser jornalista e passar o dia de óculos na frente da máquina de datilografia (computador, oi?).
Bem mais tarde, lá pelos 20 anos, eu já não sabia mais de nada. Não sabia mais o que queria fazer, se queria casar, se queria ir ou ficar. Aos 9, eu tinha muito mais certezas que aos 20. Na minha segunda década de vida, eu estava apenas começando a me conhecer. E eu já era bem diferente do que eu pensava que fosse. Depois a vida foi acontecendo e as minhas prioridades foram aparecendo, como num passe de mágica. Aquela mágica chamada tempo. E outra mágica chamada amor.
E aqui estou eu. Com 28 anos, com algumas certezas, algumas prioridades e um coração muito, muito aberto pra tudo que possa acontecer. Uma coisa que sempre fui, seja aos 9, seja aos 20, seja aos 28, é corajosa. Tenho coragem de viver. Tenho coragem mesmo de mergulhar de cabeça, tenho coragem de voltar atrás. Tenho coragem de seguir em frente. Tenho coragem de ser eu mesma, tenho coragem de mudar. Tenho coragem de chorar, tenho coragem demais de rir. Tenho coragem de fazer os outros rirem também. Sim, tenho coragem de comemorar a história que construí até aqui com as pessoas que amo e que escolhi pra estarem ao meu lado. Enfim, tenho coragem de sobra pra muitos outros 28 anos pela frente. Que venham todos com gosto de gás.
Só pra fechar com chave de ouro, uma frase ótima do meu amigo Jackson Jr., que como eu já disse e repeti tantas vezes, é a lindeza em carne e osso: “quando criança, achava que já estaria casado, filhos e casa própria na minha idade. queria voltar no tempo e dizer pro meu eu pequeno que hoje sou mil vezes mais divertido do que planejava”.
Parabéns, então, pra mim e pra todo mundo que gosta de comemorar o fato de surpreender positivamente a si mesmo.