Diariamente, quando acesso o Facebook, me deparo com fotos sendo repassadas em correntes. Fotos mostrando cachorros com seus rostos desfacelados, crianças brutalmente machucadas, animais sem suas peles e mais uma série de barbáries que o ser humano é capaz de fazer.
Sinceramente, não vejo como saudável e útil a publicação dessas fotos. Pessoas ruins querem que sua obra seja reconhecida em todo seu esplendor, que sua crueldade seja coroada com a divulgação, que seu desapego pela vida seja elevado a níveis populares.
Não sou de me atrelar a assuntos polêmicos, mas me senti quase que obrigado a falar sobre isso. Em vez de divulgarem coisas que tornam o nosso dia ruim, no lugar de exibirem os feitos sádicos de algumas pessoas, divulguem crianças sorrindo, cachorros com seus donos, o pôr-do-sol no rio Guaíba, que por sinal é um dos mais bonitos do mundo, trechos de músicas legais, etc. Sejamos mais humanos, ainda temos solução.
Vinicius Kraey
Baseada nisso, resolvi engrossar o coro e, para complementar, lembrei de outros detalhes sórdidos da vida na sociedade virtual. Lá vão:
Certa vez, a belezura da Cecília Baima comentou supercontrariada sobre as críticas que rolam SÓ na internet, galera sendo revolucionária na web e coisa e tal. Concordei. Exemplo: a passeata contra a Prefeita Luizianne Lins. Na comunidade do Facebook, milhares e milhares de pessoas confirmaram presença e proferiram palavras de revolta. No dia da passeata, uns poucos gatos pingados estavam lá. Eu acho que já está mais do que provado que o movimento na rede não vence sozinho, pode até começar na rede, mas tem que continuar fora dela. Se você está realmente insatisfeito com algo, levante o traseirinho da sua confortável cadeira e vá fazer alguma coisa, ou então não se comprometa. Porque digitar é fácil demais.
E por último, mas no mesmo espírito das redes sociais, estava conversando com a amiga Tayssa Capelo e ela me falou uma coisa que é muito comum: “não vou mais gritar minha felicidade por aí, isso não faz bem”. Daí, eu pensei: não faz bem pra quem? Sim, eu sei, inveja existe às pencas, por todo lado. Mas isso é problema do invejoso, não é? Quem vai ficar remoendo um sentimento é a pessoa, não você. Eu, por exemplo, não dou a mínima. Publico o que eu quero, não publico o que eu não quero. E quem quiser fazer das minhas informações um martírio, vá em frente. Eu vou continuar achando que é pura perda de tempo, poderia fazer outra coisa, algo bom, de preferência.
Então é o que eu sempre digo, seja nas redes sociais, seja na vida real, vamos lá propagar coisas boas. É claro que a violência existe, o crime também, a crueldade idem, a falta de vergonha, a corrupção, a inveja, então, nem se fala e ninguém está aqui tentando maquiar nada. Mas a gente pode tentar remar contra a maré e ser legal, só pra contrariar. Vamos distribuir gentilezas, doçuras e, quando alguma coisa doer, vamos fazer algo consistente pra mudar. Se não for assim, minha gente, a estagnação continua.
Lorena Portela

2 comentários:
e no mais é isso, migon (dá-lhe Grêmio) e migan.. hihi
como já dizia José Datrino: 'Gentileza gera gentileza'.
então, vamos fazer a gentileza de usar as redes socias para coisas boas. :)
concordo com a milhan! :D
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